As ilhas da Córsega e da Sardenha, depois de terem sido governadas
num quadro provincial único, viram no decurso do século I as suas
administrações serem separadas. Não é fácil definir em que data
precisa ocorreu este rearranjo administrativo nem determinar os
acontecimentos que levaram o governo imperial a determiná-lo. Este
estudo, fundamentalmente baseado na informação epigráfica, propõe-se
identificar as etapas de homologação da divisão administrativa das duas
ilhas, colocadas sob a autoridade sucessiva de um procônsul, de um
prolegado, de prefeitos com atribuições diversas e de procuradores e,
quais os acontecimentos que se podem encontrar na origem de numerosas
mutações a que se ajusta melhor o qualificativo de adaptações. O estudo das carreira e dos títulos dos governadores, bem como a análise da
hierarquia existente entre os diversos comandos mencionados pelos
textos, traz-nos uma visão inédita que nos permite apontar uma datação
mais precisa da reforma que se traduziu pela instalação de uma nova
ordem provincial.