O presente texto apresenta uma análise crítica do Regulamento
4/2009 da União Europeia sobre obrigações alimentares, que
contém regras relativas à competência, à lei aplicável, ao reconhecimento
e execução de decisões e à cooperação nesta matéria, sendo assim o primeiro
instrumento de direito internacional privado da União Europeia
relativo ao direito da família. Depois de considerar as questões de competência,
de acordo com o modelo do Regulamento 44/2001 e as peculiaridades
das obrigações alimentares, o artigo debruça‑se sobre o problema
da lei aplicável, que é regulado por referência às disposições do Protocolo
da Haia de 2007 sobre a lei aplicável às obrigações alimentares e prossegue
com a matéria do reconhecimento e a execução das decisões. Para além
destes pontos essenciais, o texto considera ainda as outras questões tratadas
pelo instrumento como o acesso à justiça, os actos autênticos e as transacções
judiciais, a cooperação entre as autoridades centrais, as entidades
públicas, as disposições gerais e finais. Por fim, apresenta‑se uma síntese
crítica dos principais pontos do Regulamento.
Autor
Ramos, Rui Manuel Moura
Palavras-chave
Obrigações alimentares,
competência,
lei aplicável,
reconhecimento e execução das decisões,
cooperação,
autoridades centrais,
Protocolo da Haia de 2007 sobre a lei aplicável às obrigações alimentares,
direito internacional privado da União Europeia,
acesso à justiça,
Maintenance obligations,
jurisdiction,
pplicable law,
recognition and execution of decisions,
cooperation,
central authorities,
2007 Hague Protocol on the law applicable to maintenance obligations,
private international law of the European Union: access to justice