De acordo com os textos clássicos, a villa romana organizava-se
com uma estrutura tripartida, com núcleos funcionais bem distintos:
a pars urbana, a pars rustica e a pars fructuaria. Estas duas últimas
estariam vocacionadas para aquela que é genericamente considerada
como a actividade económica predominante neste tipo de sítios: a
exploração agro-pecuária. Todavia, têm sido estes dois núcleos os que
de menos investigação têm beneficiado, com as atenções concentradas
na pars urbana. Assim, apresentam-se algumas considerações sobre
as dependências agrícolas nas villae da Lusitânia.